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Desejo pelos antigos medos

Julguei que me privava Que fechei minhas janelas Que impedi a chegada do Sol Que não atendi ao chamado na porta da frente... Quando respirei fundo O ar machucando o meu peito Abri a porta com toda a força desse sentimento E não havia ninguém lá... Corri para as janelas Arranquei as cortinas empoeiradas E chorei quando não encontrei o Sol Mas uma névoa que encobria a paisagem Eu me privei tanto por medo do Sol me ferir Do vento ser tempestade que me tiraria do lugar Tive tanto medo da vulnerabilidade Que agora choro pela inexistência do meu medo As janelas estão abertas, Mas é o frio quem invade e me fere a face. Minha porta está aberta, Mas não há ninguém do outro lado Quem me encara é o meu próprio vazio Que joga cara ou coroa com aquilo que dói Cada face são os opostos do mesmo sentir E buscando as memórias, eu me recordo... Eu consenti!