Ato I (Melodrama)
Pelo ar que sopra em meu rosto, a água que escorre de meus olhos, o fogo que arde em meu peito, a terra sobre a qual me ajoelho. Pela vida que movimenta meu corpo, Pela alma que anima a matéria, Pela minha ancestralidade E por minha descendência. Sob o testemunho do sagrado e o meu próprio, Eu hoje te expulso do meu peito, da minha vida, e das minhas emoções. Eu expurgo toda e qualquer lembrança que ainda nos mantém conectados. Não mais aceito ser subjugada a você, não mais aceito ser aquela que ama demais. Não mais aceito a fragilidade, a vulnerabilidade, o amor que tudo suporta. O fato é que eu jamais te amei com toda essa intensidade. Sou uma boa mentirosa, mas não ouso mentir para mim outra vez. Me apegar a cada palavra, cada recordação, cada pequena ação, é jamais te deixar ir embora. E neste momento, juro com a força que de mim emana, que me liberto dessa condição. Não sou propriedade sua, meu corpo e meu coração não tem donos e não estão à venda....