Celeste e outros poemas

Ah! que falta me faz
a textura de seus cabelos
entre meus dedos
O toque de sua barba
em minha pele fria
De seus longos dedos
que me acariciavam a face
Ah! que falta me faz
aquele quase amor
Mas que tive que abandonar
por não deixar de sempre ser

quase

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Tu és fonte de inspiração
mesmo que acredite
que outro está por trás
dos meus suspiros.

Sempre foi fonte de inspiração
E há tempos não sentia
emoções tão conflituosas
como as que me proporcionou

Ainda és fonte de inspiração
frente ao abismo que nos engole,
o orgulho que cega,
a paixão que consome

Minha inspiração...
quase que celeste
assim como o nome

que evito pronunciar.

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Tu dizes que não fomos nós
e atribui a responsabilidade a mim
Logo eu que de tudo fiz,
que sobre você tanto escrevi...

Não fomos nós
tão somente devido ao orgulho
que não cegou somente a mim
mas também a ti

Inventei tantos pretextos
interpretei tantos papéis
Quis me fazer pedra
quando era flor, em tuas mãos

Cada "adeus" pronunciado
omitia o desejo de ficar
E por mais que tu respeitasse
a distância me feria a alma

Lamento por ter sido os extremos,
por ser a primeira a dizer adeus,
por sobrecarregá-lo
com meu amor que não sabe amar

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Pedoe-me
Por tê-lo afastado
Por tratá-lo como um estranho
Por fingir que nada aconteceu

Perdoe-me
Por não assumir a culpa
Por não transpor minhas barreiras
Por não procurá-lo

Terça-feira, 13 de Dezembro de 2016.

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