Hipocondria
Subitamente a
taquicardia me toma
enquanto me encaro no
espelho
Me sinto tão
desamparada
enquanto o medo me
põe de joelhos
O familiar torna-se desconhecido
o certo transforma-se
em errado
Que urgência é essa
pelo agora?
Por que me punir pelo
passado?
Estou sozinha em meu
quarto
potencializando minha
aflição
Estou rogando para
não partir
mas a angústia me
turva a visão
E o coração quer
rasgar o peito
Não, não quero
enlouquecer!
As lágrimas inundam o
rosto
frente o crescente
medo de morrer
Não, não quero acabar
assim, sozinha!
Imploro para
conseguir voltar,
mas perco o controle
do corpo
me restando apenas
esperar
Aos poucos o choro
cessa
e a angústia parece
ter piedade,
interrompendo
gradualmente a tortura
provocada por minha
ansiedade
Mas o medo, o receio
A culpa desenfreada e
autojulgamento
faz o sintoma na alma
e no corpo
Queria eu poder viver
sem sofrer por
antecipar o fim...
13 de Dezembro de 2016
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